Dois corações e uma história
No meio da conversa, de um caso terminando,
um fala e o outro escuta e os olhos vão chorando,
a lógica de tudo é o desamor que chega,
depois que um descobre que o outro não se entrega.
Quem vai sair arruma as coisas põe na mala,
enquanto o outro fuma um cigarro na sala,
e o coração palhaço começa a bater forte,
quem fica não deseja que o outro tenha sorte...
E longe um do outro, a vida é toda errada,
o homem não se importa com a roupa amarrotada,
e a mulher em crise, quantas vezes chora
a dor de ter perdido um grande amor que foi embora.
E nem assim algum dos dois dá o braço a torcer.
Tenta viver sem o outro,
não liga e deseja que o ligue.
Quer voltar, mas não quer deixar o orgulho de lado.
Ah meu Deus, o que fazer ?
O homem bebe até não poder mais, e a mulher tenta procurar o abraço que sente falta em outro, mas nunca acha.
O homem vai a procura de seu amigo e ele o aconselha carinhosamente a ligar para ela.
A mulher procura sua mãe, a mãe a acalma, a abraça e fala:
"Minha filha, não o deixe escapar."
Um dia enfim os dois resolvem ligar,
quando ela pega no telefone, o mesmo começa a tocar.
Era ele.
Ela rapidamente atende, com suspiros demorados.
Os dois ficam calados, até que ele fala que a quer encontrar.
E quando vem a volta, o homem se arruma,
faz barba, lava o carro, se banha se perfuma,
e liga pro amigo que tanto lhe deu força,
e jura:
"Nunca mais irei perder essa moça".
E a mulher se abraça à mãe diz obrigado,
e põe aquela roupa que agrada o seu amado,
e passa a tarde toda cuidando da beleza,
pro seu jantar à luz de velas com amor de sobremesa.
E perto um do outro, a vida é diferente
os dois não desgrudam mais, e agora ele trabalha mais feliz.
Ela já conta para suas amigas tudo o que passou, diz que nunca mais quer passar por isso de novo, ou melhor;
Nunca mais quer perde-lo de novo.
E a solidão dá espaço ao amor que estava ausente,
quem olha não tem jeito de duvidar agora
da força da paixão que tem
Dois corações e uma história...
"Ai ai ai ai ai ai ai esse amor, é bom demais."
M.



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